segunda-feira, 24 de agosto de 2015

''PETER PAN - EDIÇÃO COMENTADA E ILUSTRADA'', DE J. M. BARRIE

Título original: Peter Pan or The Boy Who Would not Grow Up
Ano de lançamento original: 1928
Ano de lançamento no Brasil: 2012
Tradução por: Júlia Romeu / Thiago Lins
Número de páginas: 222
Editora no Brasil: Zahar



‘’Todas as crianças crescem, menos uma.’’ Há mais de cem anos a história de ‘’Peter Pan’’ vem cativando a imaginação de crianças e adultos. A história sobre o ‘’menino que não queria crescer’’ já foi apresentada em vários formatos ao redor do mundo, seja nos palcos, na televisão  e principalmente no cinema. As adaptações mais conhecidas são dos filmes ‘’Os Garotos Perdidos’’ (1987) do diretor Joel Schumacher, ‘’Hook – A Volta do Capitão Gancho’’ (1991) do diretor Steve Spielberg, ‘’Peter Pan’’ (2003) de P.J Hogan e o clássico animado do estúdio Disney, ‘’Peter Pan’’ lançado em 1953 – esta talvez, a adaptação mais conhecida.

Foram tantas adaptações que cheguei a pensar que nunca leria a versão ‘’oficial’’ escrita pelo escocês J.M Barrie no começo de 1.900 para ser apresentada no teatro, mas, eis que em 2012 a editora Zahar lançou uma bela edição comentada e ilustrada do clássico contendo seu texto integral. A edição possui uma ótima introdução pela escritora e roteirista Flávia Lins e Silva, que se empenhou para unir as ‘’pontas soltas’’ da obra, nos apresentando vários detalhes que talvez, passariam despercebidos numa primeira leitura. O livro ainda possui algumas notas de rodapé, onde é possível descobrir algumas curiosidades relacionadas aos nomes, cenários e acontecimentos da Terra do Nunca. Já se perguntou o porque a Terra do Nunca tem esse nome? Ou porque o endereço para chegar até lá é ‘’seguir a segunda estrela até o amanhã’’? De onde veio o nome Peter Pan? Ou mesmo da nossa querida Wendy? Sim! Você terá todas estas respostas lendo as notas de rodapé desta edição.

‘’James Barrie nasceu em Kirremuir, na Escócia, em 9 de Maio de 1860. Era um garoto delicado, baixinho, o caçula de três irmãos. Em 1867, um desses irmãos – David, sofreu um acidente de patins, quebrou a cabeça e morreu. Esta fatalidade iria marcar o pequeno Jamie para sempre. De certa forma, David ficou na imaginação de James como um menino que nunca chegou a crescer.’’ – introdução de Flávia Lins e Silva.  

O autor se formou na Universidade de Edimburgo e começou trabalhando como jornalista. Seu passatempo favorito era visitar o Kensington Gardens na companhia de seu cachorro Porthos – foi num desses passeios que o autor conheceu a família Davies, cujos filhos tiveram forte influência na escrita do autor. Mais sobre a relação de Barrie com a família Davies, pode ser vista no belíssimo filme ‘’Em Busca da Terra do Nunca’’ do diretor Marc Forster lançado em 2004.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

''O TEOREMA KATHERINE'', DO JOHN GREEN

Título original: An Abundance of Katherines
Ano de lançamento original: 2006
Ano de lançamento no Brasil: 2013
Tradução por: Renata Pettengill
Número de páginas: 302
Editora no Brasil: Intrínseca

Neste livro do autor John Green (conhecido por seus famosos livros young adults) conhecemos o Colin, um jovem nerd que sabe vários idiomas, participa de acampamentos de estudos e até de programas para jovens superdotados (já repararam como a maioria dos protagonistas do John Green tem quase o mesmo perfil? são todos nerds!). E ao longo da vida - sua jovem vida, na verdade - ele namorou nada menos que 19 Katherines, sim, DEZENOVE! Mas elas não poderiam ser Caterines, Katerines, Catherines ou Kattherines... elas precisavam ser K-A-T-H-E-R-I-N-E-S. E todas elas terminaram com ele!

Apesar de Colin ser um rapaz muito estudioso ele se cobra muito por isso. Ele está disposto a ser o melhor. Até que num belo dia, ele, e seu melhor amigo Hassan decidem cair na estrada e fazer uma road trip para ''respirar novos ares''. Porém, essa road trip acaba não acontecendo, já que Colin e Hassan acabam parando logo na primeira cidade, onde eles conhecem a Lindsey, cuja a mãe possui uma fabrica ali nas redondezas e acaba arrumando um trabalho temporário para os rapazes.

Enquanto Colin está nessa cidadezinha rural ele começa a desenvolver um teorema (baseado em suas experiências com todas as dezenove Katherines) capaz que prever quando os relacionamentos vão terminar. Acreditem ou não, mas este teorema existe de verdade! e ele está presente nos apêndices do livro.



Os personagens de ''O Teorema Katherine'', assim como todos os livros do autor, são muito cativantes. E é inevitável você se lembrar de uma coisinha ou outra presente nos outros livros do Green. Como já mencionado acima, o protagonista mais uma vez é um jovem nerd que tem medo de ser esquecido, aí ele conhece uma garota que passa o livro tentando mudar seu ponto de vista. Infelizmente ''O teorema Katherine'' foi o livro que eu menos gostei do John Green - não que ele seja ruim - mas, na verdade, poucas coisas acontecem neste livro, acredito que muita coisa teria de ser alterada para o livro ganhar as telas de cinemas, por ''problemas'' no ritmo.

Se você é fã do autor, recomendo a leitura, mate sua curiosidade e prometo que apesar dos altos e baixos a histórias tem seus momentos divertidos.

''Estávamos na rua Giddings e a neve fazia ficar tudo tão silencioso... Eu não conseguia ouvir mais nada no mundo além de você. E, naquele momento, estava tão frio e tão silencioso... E eu te amava tanto. Agora está calor e muito quieto de novo. E eu ainda te amo.''




segunda-feira, 27 de julho de 2015

''UM DIA'', DE DAVID NICHOLLS

Título original: One Day
Ano de lançamento original: 2009
Ano de lançamento no Brasil: 2011
Tradução por: Claudio Carina
Número de páginas: 411
Editora no Brasil: Intrínseca

''Para que servem os dias?
Dias são onde vivemos.
Eles vêm, nos acordam
Um depois do outro.
Servem para a gente ser feliz:
Onde podemos viver senão neles?'' - Philip Larkin, ''Days''

15 DE JULHO DE 1988 - Emma e Dexter resolveram passar a noite juntos após a festa de formatura. Amanhã eles seguirão caminhos diferentes. Mas onde estarão nesse mesmo dia nos próximos anos?

Anos se passam e Emma e Dex levam vidas isoladas - completamente diferente do que eles sonhavam. Mas nenhum dos dois conseguiu esquecer aquele primeiro encontro no dia 15 de julho. A partir daí o autor David Nicholls nos guia por vinte anos na vida desses dois personagens, todos narrados no dia 15 de julho!



quinta-feira, 23 de julho de 2015

''PONTE PARA TERABÍTIA'', DE KATHERINE PATERSON

Título original: Bridge To Terabithia
Ano de lançamento original: 1977
Ano de lançamento no Brasil: 2006
Tradução de: Ana Maria Machado
Número de páginas: 160
Editora no Brasil: Salamandra

''Escrevi este livro para meu filho
David Paterson, mas depois que
ele o leu pediu que eu pusesse o nome da Lisa
também nesta página, e estou pondo.

Para David Paterson e Lisa Hill, banzai.''

Eu já comentei em algum outro post aqui no blog o quanto fico ''encafifado'' (vocês conhecem essa palavra? haha) com os nomes mencionados nas dedicatórias dos livros. Eu corro para o Google e começo a investigar aqueles nomes, tento conhecer um pouquinho mais sobre essas pessoas que mereceram ter seus nomes estampados antes da história começar. E fico feliz em saber que essas pessoalmente realmente existiram e que - de alguma forma, serviram de ''inspiração'' para determinada história.

Eu queria lhes contar mais sobre o que descobri sobre a Lisa Hill aqui, mas, não conseguiria fazer isso sem acabar dando algum SPOILER sobre o livro. O que vocês precisam (precisam mesmo?) por enquanto é que o David Paterson citado era filho da autora que escreveu este belíssimo livro chamado ''Ponte para Terabítia'', o livro foi escrito na forma de consolar a dor do filho quando ele tinha apenas oito anos de idade. No final desta resenha eu resolvi incluir um link (para quem entende inglês e for curioso, assim como eu) onde vocês poderão conhecer um pouquinho mais sobre Lisa Hill e como ela serviu de inspiração para este livro!

Eu conheci ''Ponte para Terabítia'' através de um amigo, que me emprestou o DVD do filme (lançado em 2007) quando eu estava entrando para o Ensino Médio. Resolvi tirar uma tarde para assistir o longa sem grandes expectativas, e quando começaram os créditos finais eu tinha certeza que levaria aquela história comigo para o resto da vida. Não estou dizendo que este seja O MELHOR FILME QUE EXISTE NO MUNDO, mas ele trás uma mensagem muito bonita sobre amizade, amor, infância e fidelidade.

Anos mais tarde eu tive a oportunidade de ler o livro escrito pela americana Katherine Paterson e passei a recomenda-lo para crianças que estão pensando em começar a se aventurar no mundo dos livros, já que a escrita de Paterson é fácil e ágil - recomendo o livro mesmo para aqueles que tem um inglês básico/intermediário já que a escrita é bem simples.

''Ponte para Terabítia'' começa nos apresentando o protagonista Jess Aarons, um menino que está cursando a quinta série e é o corredor mais rápido da turma. Ele mora com sua família bem pobre no interior dos Estados Unidos e passa suas tardes treinando corrida por entre os campos de sua casa. Só tem uma coisa que Jess ama mais do que correr e desenhar: sua professora de música, Miss Edmunds por quem Jess tem uma paixão platônica. Para dizer a verdade, Jess não tem amigos, e suas irmãs e colegas de sala passam a maior parte do tempo ''pegando no seu pé''.

Até que Jess conhece Leslie Burke, sua nova colega de sala que acabou de chegar de uma cidade grande para desfrutar dos prazeres da vida no campo (segundo seus pais) e tem um grande talento para corrida, assim como Jess. Mas a maior qualidade de Leslie é sua imaginação, filha de pais escritores a menina vive no ''mundo da lua''.  Um dia, enquanto brincavam perto de um riacho seco, Leslie e Jess encontram uma velha macieira com uma corda amarrada e Leslie - afim de estimular o lado criativo de Jess - explica que aquela é uma ''corda mágica'', que pode leva-los à um outro mundo: Terabítia.

P.S: Leslie era muito fã dos livros de C.S.Lewis, acredito que o nome Terabítia tenha vindo do nome Terebínthia, uma ilha de Nárnia citada no livro ''A Viagem do Peregrino da Alvorada'' (resenha deste livro aqui)

              '' - Feche os olhos, mas deixe a mente bem aberta.''

A partir de então Leslie e Jess começam a se aventurar neste mundo criado por eles do outro lado do riacho, um mundo mágico onde eles possam fugir dos maus tratos dos colegas e da dura realidade vivida pela família de ambos.

A história apesar de bem simples é bonita e tocante, nos faz relembrar as brincadeiras de criança e refletir sobre temas universais. Tanto o livro quanto o filme são cheio de detalhes subliminares, onde você pode tirar várias interpretações.

Segue neste link a verdadeira história por trás do livro (arquivo PDF em inglês) que me cativou tanto.

''Mas depois que o cavaleiro ficasse lá por algum tempo, e estivesse mais forte, era preciso que seguisse adiante. (...) Agora era a hora de ele seguir em frente, Leslie não estava mais ali, então Jess tinha que continuar pelos dois. Era a vez dele devolver ao mundo, em beleza e carinho, o que Leslie lhe emprestara em visão e força.''



sexta-feira, 17 de julho de 2015

''A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA'', DE WASHINGTON IRVINE

Título original: The Legend of Sleepy Hallow
Ano de lançamento original: 1820
Ano de lançamento no Brasil: 2011
Tradução por: Santiago Nazarian
Número de páginas: 66
Editora no Brasil: LeYa

''A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça'' se passa por volta de 1790, numa vila afasta de Nova York chamada Sleepy Hallow. Lá conhecemos o professor Ichabod Crane, um homem magro, supersticioso e de boa lábia que está tentando chamar a atenção da jovem e bela Katrina Van Tassel, filha de um fazendeiro rico da região. Mas Ichabod não é o único a encantar pela jovem donzela, já que o valente e forte Abraham "Brom Bones" Van Brunt também está disputando a mão da jovem. Quando Crane deixa uma festa na casa dos Van Tassel numa noite de outono, é perseguido pelo "Cavaleiro sem Cabeça", um suposto fantasma de um soldado "Hesseno" (germânico) que tinha tido a cabeça arrancada por uma bala de canhão durante uma "batalha sem nome" da Revolução Americana.

Contar mais do que isso, seria estragar o enredo do livro, já que o mesmo possui apenas 66 páginas (na edição brasileira). Eu realmente estava esperando um conto muito mais detalhado.

Ao longo dos anos, o livro foi adaptado de diversas formas para a TV, cinema e teatros, mas acredito que a versão mais fiel ao livro seja a animação da Disney (sim da Disney!) lançada no final de 1949 chamada ''Ichabod e o Sr. Sapo''. Eu li o livro com essa animação em mente, pois ela parece seguir linha por linha do livro de Irvine. Outra adaptação conhecida no cinema (talvez a mais conhecida) seja o filme de 1999 do diretor Tim Burton estrelado por Johnny Depp e Christina Ricci. Particularmente, eu prefiro a versão cinematográfica (de 1999) do que a própria obra escrita, já que a versão de Burton trás muitos detalhes que não aparecem no livro, tal como a própria origem do Cavaleiro Sem Cabeça.

Essa edição ilustrada da LeYa lançada em 2011 trás belíssimas artes de Walter Pax, que se assemelham (e muito) com o visual do filme de Tim Burton. Fica a dica!



sábado, 27 de junho de 2015

''E O VENTO LEVOU - VOLUME 1'', DE MARGARETH MITCHELL

Título original: Gone with the Wind Vol. I
Ano de lançamento original: 1936
Ano de lançamento no Brasil: 2013
Tradução de: Marilene Tombini
Número de páginas: 527
Editora no Brasil: Record/BestBolso

''E o vento Levou'' é um clássico da literatura americana, sendo o único romance publicado em vida pela autora Margareth Mitchell em 1936. O livro inspirou o filme de mesmo nome, lançado em 1939 se tornando grande sucesso de público e crítica e aclamado como um dos melhores filmes de todos os tempos até hoje.

A trama começa nos apresentando a protagonista Scarlett O'Hara, jovem bela e mimada que vive com sua família na fazenda Tara, no estado da Geórgia em 1861. A sangrenta Guerra Civil estava prestes a estourar, mas a jovem Scarlett só queria saber de conforto, ser cortejada pelos cavalheiros e apreciar seus vestidos. Apenas uma pessoa importava mais do que isso para Scarlett, seu nome: Ashley Wilkes - seu amor platônico.

Os Wilkes tinham uma fazenda próxima a Tara, e Scarlett nunca mediu esforços para tentar conquistar o jovem Ashley - mas os Wilkes tinham uma antiga tradição, a de se casarem com suas primas. O mundo de Scarlett se torna cinza no dia que ela descobre o noivado entre Ashley e sua prima Melanie.

Com o anúncio oficial da Guerra Civil, todos os homens partem rumo ao norte, onde lutarão contra os temíveis Ianques nas fronteiras de Atlanta - após descobrir do casamento entre Ashley e Melanie, Scarlett decide se casar com o primeiro cavalheiro que lhe pedir sua mão, na esperança da situação surtir algum efeito emocional em Ashley, que deixa sua esposa Melanie para trás e parte rumo ao norte, deixando a esposa e a sonhadora Scarlett desamparadas.


 '' - Não existe nada como a nossa terra.''

Alguns meses se passam, e Scarlett - agora viúva e com um filho - acaba conhecendo o aventureiro Rhett Butler, homem rico que viaja pelo mundo e parece não apreciar muito o estilo de vida sulista. Logo, Scarlett e Rhett se veem no meio de uma relação de amor e ódio, pois apesar de todo o charme de Rhett, Ashley não sai dos pensamentos de Scarlett.

Na tentativa de animar sua filha do luto (de um falso luto na verdade, já que Scarlett nunca sentiu amor verdadeiro por seu falecido marido), sua mãe Ellen decide mandar a filha para a movimentada cidade de Atlanta, casa de Melanie, esposa de Ashley. O que nossa protagonista não esperava era se afeiçoar tanto a Melanie, e muitas vezes se sentir culpada por amar seu marido, que segundo boatos, foi capturado na guerra e está num cativeiro próximo a Chicago.

 ''Não temo o perigo, a captura, os ferimentos, nem mesmo a morte - se ela tiver de vir. O que realmente me amedronta é que, quando esta guerra acabar, nunca mais consigamos voltar aos velhos tempos. E meu lugar é lá, nesses velhos tempos. (...) Se vencermos e tivermos o Reino do Algodão de nossos sonhos, ainda sim teremos perdido, pois nos tornaremos outras pessoas...''

Com a guerra se aproximando cada vez mais de Atlanta, Scarlett se vê numa encruzilhada de emoções, mas apesar de todos os conflitos, a imagem de Ashley continua em sua mente. Ligada por uma promessa, Scarlett acaba ajudando Melanie em sua sofrida gravidez, enquanto Rhett lhe envia dúzias de presentes para tentar conquistar seu coração e uma parte de si teme que a guerra consiga chegar em Tara e afetar toda sua família.

''A única coisa que não mudara era seu sentimento por Tara. Sempre que chegava cansada, caminhando pelos campos, e via a ampla casa branca seu coração inflava de alegria por estar chegando em casa. Nunca olhava pela janela as pastagens verdejantes, os campos de terra vermelha e o emaranhado da densa floresta sem que uma sensação de beleza a preenchesse. Seu amor por aquela terra com suas suaves colinas de solo encarnado, aquela bela terra vermelha, cor de sangue, de granada, de pó de tijolo, escarlate (...) não mudara, enquanto todo o resto estava mudando. (...) Quando olhava para Tara, ela conseguia entender - em partes - o por que se tratavam as guerras. Rhett estava errado em dizer que as guerras eram travadas por dinheiro. Não, eram travadas por hectares volumosos, amaciados pelo arado, por pastagens verdes de capim cultivado, por rios preguiçosos e casas brancas frescas entre as magnólias.''

''E o vento Levou'' acabou de se tornar um dos meus livros favoritos, fiquei apaixonado pela escrita detalhista e emotiva de Mitchell que consegue nos prender ao longo das páginas. Todo o contexto histórico da Guerra Civil está ali, inundado com uma ótima dose de romance. Mal posso esperar para ler o ''Volume 2''.

''Via as coisas com novos olhos, pois, em algum ponto ao longo da estrada para Tara, ela abandonara sua infância. Já não era como o barro moldável, no qual cada nova experiência deixava uma marca. O barro endurecera em algum momento desse dia que durara mil anos. Essa noite era a última vez que ela seria cuidada como uma criança. Agora era uma mulher feita, e a juventude ficara para trás.''

terça-feira, 16 de junho de 2015

''UMA CURVA NA ESTRADA'', DO NICHOLAS SPARKS

Título original: A Bend in the Road
Ano de lançamento original: 2001
Ano de lançamento no Brasil: 2013
Tradução de: Fernanda Abreu
Número de páginas: 303
Editora no Brasil: Arqueiro

''Onde de fato se começa uma história? Na vida, são raros os inícios bem marcados, aqueles instantes dos quais um dia podemos dizer: Foi ali que tudo começou. Mas às vezes o destino cruza nosso caminho e inicia uma sequência de acontecimentos que levam a um desfecho imprevisível.''

''Uma Curva na Estrada'' foi um dos primeiros livros publicados do autor Nicholas Sparks - aqui ele conta a história do subxerife Miles Ryan, que perdeu a fé na vida depois que sua amada esposa faleceu num acidente. Missy tinha sido sua melhor amiga, namorada de escola e mãe carinhosa, mas tudo isso mudou depois que ela decidiu sair para correr e não voltou mais.

Além de enfrentar todo o sofrimento da perda, Miles se sente culpado por não ter descoberto o motorista que atropelou sua jovem esposa sem prestar socorro. Dois longos anos depois, Miles anseia levar o criminoso para a justiça. E é quando ele conhece a professora de seu filho - Sarah que acabou de se mudar para a cidade em busca de um recomeço após o divórcio.

Após começar a dar aulas para Jonah - filho de Miles - ela acaba se aproximando da família e ficando encantada com o jeito do pai do aluno. Mas, nem Sarah nem Miles tem ideia de que um segredo que os une os obrigará a tomar uma difícil decisão, que mudará suas vidas para sempre.

Famoso por suas histórias de amor, Nicholas Sparks trás ao leitor uma história sobre escolhas e recomeço. Mas acima de tudo, ele nos ensina que, quando buscamos o amor, primeiro é preciso nos perdoar. ''Uma Curva na Estrada'' está longe de se tornar um dos romances mais memoráveis do autor, mas, tem lá um certo charme.