segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

''A FÚRIA DOS REIS'', DE GEORGE R.R.MARTIN

Título original: A Clash Of Kings
Ano de lançamento: 1998
Número de páginas: 653
Editora no Brasil: Leya

Depois de algumas semanas eu consegui terminar as 653 páginas do segundo volume de ‘’As Crônicas de Gelo e Fogo’’ – este chamado de ‘’A Fúria dos Reis’’ do George R. R. Martin. E achei esse segundo livro melhor que o primeiro – se é que isso seja possível.

O livro começa com um cometa vermelho passando por Westeros, e existem várias coisas acontecendo por ali. Novamente cada capítulo mostra o ponto de vista de determinado personagem, alguns momentos no Sul outros no Norte então é preciso estar sempre observando o mapinha para não ficar perdido geograficamente. Com a morte do rei Robert no primeiro volume seus irmãos querem agora sua ‘’fatia do bolo’’ para ocupar seu lugar no Trono de Ferro – em Pedra do Dragão, o irmão mais velho Stannis Baratheon conta com a ajuda de Melisandre – uma sacerdotisa vermelha - que cede seu poder à causa desse Rei. Enquanto isso mais ao Sul o irmão mais jovem Renly, junta um grande exercito em Ponta Tempestade. E ambos partem para Porto Real para tirar o cruel rei Joffrey do trono.

Um personagem que ganhou grande destaque aqui foi o Theon – antigo protegido do rei Ned – agora acaba tomando o castelo de Winterfell para deixar seu pai – o senhor das Ilhas de Ferro – orgulhoso. Achei os capitulo dele bem bacana, embora dê muita raiva de suas atitudes.


 A família Stark está definitivamente separada neste volume – Sansa continua ‘’prisioneira’’ em Porto Real, Arya está passando maus bocados na fortaleza assombrada de Harrenhal, Robb está marchando com seu exercito para o Sul, Bran e Rickon estão rumando para o Norte após a queda de Winterfell enquanto Catelyn tenta a todo custo manter seus filhos a salvo.

Enquanto isso, bem ao Norte – para lá da Muralha – a Patrulha da Noite continua sua busca por membros desaparecidos na floresta. Mas o encontro de Jon Snow com os selvagens pode colocar a vida de todos a sua volta em perigo.

Do outro lado do mar, Daenerys – filha da Tormenta – continua sua longa jornada com seus dragões recém-nascidos a procura de homem e navios para chegar até Porto Real e tomar seu lugar ao trono, por direito. O capítulo em que ela chega na Casa dos Imortais é um dos pontos altos desse livro.

Esse segundo volume tem mais ação que o primeiro, os conflitos que acontecem no Água Negra próximo ao final são bem emocionantes – adorei que o Martin deu nome a todos os navios, como se fosse personagens, isso facilitou bastante a descrição das cenas de ação. E também existem diálogos muito fantásticos entre Tyrion x Varys e Sansa x Cersei. O que existe de mais bacana nesses livros são esses diálogos entre os personagens.


 Recomendo a série para quem gosta de literatura épica. E não assustem com a quantidade de páginas, porque no final a leitura acaba valendo a pena. E MUITO!

domingo, 4 de janeiro de 2015

''A GUERRA DOS TRONOS'', DE GEORGE R.R.MARTIN

Título original: A Game Of Thrones
Ano de lançamento: 1996
Número de páginas: 592
Editora no Brasil: Leya

Eu me lembro a primeira vez que vi a capa desse livro em pré-venda no site da Saraiva em Setembro de 2010 - foi amor a primeira vista. Quando recebi o livro eu quase caí para trás, pois que a verdade seja dita, o tamanho desse livro assusta. E era só o primeiro volume. Na época acabei deixando o livro de lado - depois disso a série se tornou o maior sucesso, e eis que, quatro anos depois eu criei coragem para começar a ler o primeiro volume da série ''As Crônicas de Gelo e Fogo'', chamado ''A Guerra dos Tronos'' escrito pelo americano George R. R. Martin.

Depois de algumas pesquisas descobri que esse primeiro livro foi lançado nos EUA em Agosto de 1996.

A primeira coisa que você precisa saber sobre esse livro é que ele não é um bicho-de-sete-cabeças como aparenta. Sim, o livro possui muitos nomes - MUITOS - mas não se preocupem que o autor consegue manter o foco nos personagens principais.

Para quem não sabe, resumidamente a história se passa num continente chamado Westeros, e no norte desse continente existe um reino gelado chamado Winterfell, onde vivem a família Stark. O sr Stark tem cinco filhos: Bran, Rob, Rickon, Arya, Sansa, o bastardo Jon Snow, e sua esposa Catelyn - esse primeiro livro irá focar mais nessa família. Eis que num belo dia o Sr Stark recebe a notícia que Jon Arryn - a Mão do Rei - acabou de falecer, e que família real está a caminho de Winterfell para convencer o Sr. Stark a ser sua ''nova'' Mão. O Rei Robert é casado com Cersei Lannister e juntos tiveram três filhos: Joffrey, Tommen, e Myrcela. Com o tempo o Sr. Stark começa a se perguntar se Jon Arryn, a antiga Mão do rei morreu de morte natural ou se foi assassinado, então ele deixa seu reino para trás e parte com a família do rei em direção a ensolarada Porto Real.

Enquanto isso, do outro lado do Oceano nos conhecemos os Targaryen, uma antiga família que foi expulsa de Westeros pelo Rei Robert mas que ainda sonha em tomar seu Trono de Ferro e suas terras por direito. E ainda mais ao norte de Westeros para lá da Muralha criaturas estranhas estão se aproximando, e ainda existem rumores de que um longo inverno se aproxima. 



Eu recomendo o livro para quem gosta de literatura épica. Muitas pessoas comparam a escrita do Martin com a do Tolkien - escritor da saga O Senhor dos Anéis, mas a verdade é que não vi semelhança alguma. O Senhor dos Anéis é uma saga de fantasia, acredito que As Crônicas de Gelo e Fogo sejam mais ''puxado'' para o lado dramático. E para dizer mais eu senti mais dificuldade em ler ''O Silmarillion'' do Tolkien do que esse primeiro volume do Martin - vocês reclamam de nomes? Leiam O Silmarillion e vão descobrir o que são nomes!

Leiam os livros, assistam a série, se divirtam, passem bastante raiva mas não se esqueçam... O INVERNO ESTÁ CHEGANDO.

''PRÍNCIPE CASPIAN'', DO C.S.LEWIS

Título original: Prince Caspian
Ano de lançamento: 1951
Número de páginas: 215
Editora no Brasil: Martins Fontes

Publicado originalmente em 1951 - ''Príncipe Caspian'' foi o segundo volume publicado da série ''As Crônicas de Nárnia'', apesar de ser o quarto livro a ser lido em ordem cronológica. Mais uma vez lembrando QUE as crônicas foram escritas PARA CRIANÇAS, então, não queiram julgar a escrita do livro como um adulto.

Nesse quarto episódio as crianças - Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia acabam voltando para a terra de Nárnia para ajudar o tal príncipe Caspian do título. Chegando lá as crianças se deparam com uma Nárnia 1.400 anos a frente de seus antigos reinados (contados no segundo volume, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa) e descobrem que com a chegada do homem, Nárnia se tornou um caos. Há muito tempo atrás, antigos piratas descobriram uma ilha no Oceano Pacífico onde no fundo de uma caverna existia uma passagem, esses piratas então chegaram as terras de Telmar - um reino vizinho de Nárnia, e aos poucos foram tomando as terras, até que os animais perdessem a fala, os espíritos das árvores se escondessem e fez até o grande Aslam se ''aposentar''. Agora Nárnia é comandada pelo rei Miraz, que roubou o trono de seu sobrinho - Caspian, o verdadeiro rei de Nárnia (no momento). Quando Caspian descobre que o tio irá mata-lo ele foge para as montanhas, onde encontra um grupo de animais rebeldes que o ajudam a formar um exército para combater a tirania do tio, que usurpou seu trono. Com a ajuda de um trompa mágica, Caspian pede auxílio as crianças, que outrora já foram reis e rainha daquelas terras.

''Príncipe Caspian'' é infinitamente superior ao terceiro volume, o chatinho ''O Cavalo e seu Menino'' e dos quatro volumes anteriores este é o mais maduro e tenso. Assim como os demais volumes, é possível perceber o conteúdo religioso ali abordado em meio a trama. O fato das pessoas terem perdido a fé em Aslam (que é retratado como Jesus aqui) e o pacto com a Feiticeira Branca são alguns exemplos. Mas você só irá perceber isso se ler atentamente.

Mais uma vez recomendo a vocês um livro da série ''As Crônicas de Nárnia'', e quem - assim como eu, estiverem lendo (ou pretendem ler) o Volume Único, não se deixem desanimar pelo terceiro livro, ''Príncipe Caspian'' promete dar a série novos ares.


 ''- Levanta-se príncipe - disse Aslam. - Sente-se forte o bastante para reinar em Nárnia?
- Bem, não sei - respondeu Caspian. - Na verdade, não passo de um garoto.
- Muito bem, meu jovem - replicou Aslam. - Se me dissesse que tinha certeza, seria prova de que não estava apto a reinar.''


''O DOADOR DE MEMÓRIAS'', DA LOIS LOWRY

Título original: The Giver
Ano de lançamento: 1993
Número de páginas: 185
Editora no Brasil: Editora Arqueiro

''The Giver'' (ou O Doador de Memórias no Brasil) foi escrito pela Lois Lowry e publicado originalmente em 1993. Apesar de mais de 20 anos separarem o livro do filme, a história não poderia ser mais atual possível. ''O Doador de Memórias'' é atemporal.

O livro se passa num futuro onde todas as lembranças foram retiradas das pessoas e foi criada a Mesmice. Não existe dor, guerra, cor e diferenças nessa sociedade, mas as pessoas também não sabem o que é família, amor, chuva ou música. Eles vivem como ''robozinhos'' respeitando as regras dos Anciãos. Quando os Onze estão prestes a completar Doze eles são designados para tarefas nessa sociedade utópica, o protagonista Jonas, acaba ficando com a difícil missão de ser o Receptador de Memórias, cujo objetivo é ter aulas com o velho Doador para que ele possa aconselhar os Anciãos quando coisas ''fora do normal'' acontecerem ali. Em seu treinamento Jonas acaba conhecendo a beleza que foi proibida para as pessoas, como a neve, o beijo, a música e as cores, mas também aprende sobre a guerra e a crueldade dos seres humanos. Aos poucos, Jonas descobre que as pessoas ali, vivem uma falsa realidade.

SPOILERS A SEGUIR PARA QUEM NÃO LEU O LIVRO E NEM VIU AO FILME

DIFERENTE do livro, no filme o Jonas tem 16 anos e as regras dessa sociedade são mais visíveis na tela (talvez mais claras). Algumas coisas foram acrescentadas no filme já que algumas coisas no livro ficam subentendidas. Principalmente quando se trata dos Anciãos que tem ótimos diálogos ao longo do filme. Os amigos de Jonas, Asher e Fiona pouca importância tiveram no livro, no filme eles assumem cargos importantes na sociedade para que eles possam ficar mais ''dentro'' da história, sendo assim, o filme acaba nos dando mais interação (e bons momentos) entre eles. Na verdade o filme não deixou de ser fiel ao espírito do livro, as mudanças foram necessárias para deixar o filme mais interessante, principalmente se tratando do final.

Aquela história de ''O LIVRO É SEMPRE MELHOR QUE O FILME'', não se aplicou aqui. Pelo menos, não para mim.

sábado, 3 de janeiro de 2015

''O CAVALO E SEU MENINO'', DE C.S.LEWIS

Título original: The Horse and His Boy
Ano de lançamento: 1954
Número de páginas: 189
Editora no Brasil: Martins Fontes

Dando continuidade a leitura do volume único de ''As Crônicas de Nárnia'', eu acabo de terminar o terceiro conto - em ordem cronológica - este chamado de ''O Cavalo e seu Menino''. Mais uma vez eu volto a dizer que este é um livro escrito PARA CRIANÇAS, então esteja ciente disso quando começar esta leitura. 

 Essa história se passa em paralelo os acontecimentos do segundo volume, ''O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa'' e somos apresentados a um reino vizinho a Nárnia, mais ao sul, chamado de Calormânia. Lá vive um menino chamado Shasta que quando descobre que seu pai adotivo está prestes a vende-lo para um comerciante, ele acaba ficando amigo de um cavalo falante chamado Bri e juntos decidem fugir para Nárnia - o cavalo fala porque Bri nasceu em Nárnia, onde Aslam fez as criaturas terem o dom da fala. No meio do caminho os dois acabam encontrando a menina Aravis e sua égua Huim que também estão atravessando o deserto rumo ao Norte, para as terras de Nárnia. Unidos pelo objetivo em comum eles acabam se envolvendo em muitas aventuras pelo deserto e até numa guerra nos limites da Arquelândia.

No tempo em que se passa essa história, os irmãos Pedro, Edmundo, Lúcia e Susana ainda são reis de Nárnia e eles tem algumas pequenas participações ao longo desse conto. A figura de Aslam também esta presente neste livro, porém de forma mais ''tímida'' se comparado aos volumes anteriores.

Quando eu comecei a ler esses contos em 2008 eu havia parado justamente neste livro, pois ''O Cavalo de Seu Menino'' é de longe a história mais chatinha até aqui. E agora, lendo pela segunda vez eu achei ela ainda mais chata, com personagens chatos onde coisas chatas acontecem. Eu me culpo um pouco, pois tenho uma imensa dificuldade em gostar de histórias que se passam em desertos, elas me cansam, me deixam com sede. 


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

''P.S - EU TE AMO'', DA CECELIA AHERN

Título original: P.S - I Love You
Ano de lançamento: 2004
Número de páginas: 365
Editora no Brasil: Novo Conceito

''Existem amores que duram mais que uma vida.''

''P.S'' estava juntando poeira na minha estante desde 2012, fiquei me perguntando o porque não tinha lido ele antes, talvez porque o filme ainda estava fresco demais na minha mente e fiquei com medo de acabar se tornando uma leitura muito ''repetitiva''. NÃO FOI O CASO. Depois de sacudir a poeira, confesso que senti uma pontada de inveja da escritora, que tinha apenas 20 anos quando o livro foi publicado - mais curioso ainda, porque ''P.S'' é narrado de uma forma bem madura.

O livro acompanha a vida da Holly, que acabou de ficar viúva aos trinta anos e está passando por uma crise trancada em seu apartamento. Sem emprego e de ''saco cheio'' da vida, Holly tenta sobreviver dia após dia, depois da morte inesperada de seu esposo e melhor amigo, Gerry. Até que num belo dia Holly recebe 10 cartas deixadas por Gerry, para que elas fossem abertas todo dia primeiro de cada mês, na esperança de fazer Holly seguir adiante com a sua vida.

Para minha surpresa, o livro foi BEM DIFERENTE do filme - lançado em 2007 - o livro todo se passa em Dublin, na Irlanda e o filme se passa em Nova York. A família da Holly é bem mais unida no livro, onde ela também tem pai e mais dois irmãos. O personagem do Daniel no livro é dono de uma boate chamada Hogan, no centro de Dublin e apesar dele ter uma quedinha pela Holly, não é bem assim que as coisas terminam para eles. Achei até bem realista a forma como o livro terminou, ele não nos deu esperanças como o final do filme.

Recomendo o livro para quem gostou do filme, mas abram suas mentes ao ler, porque apesar do centro da história ser o mesmo, os acontecimentos ao redor são completamente diferentes.

''Por outro lado, era uma mulher com um milhão de lembranças felizes (...) Se demorasse dez meses, ou dez anos, Holly obedeceria a mensagem final de Gerry. Independente do que existisse mais a frente (...) Enquanto isso, ela apenas viveria.''



 ''Outro mês, uma nova carta. No final estava escrito:

Holly, eu sei que você me ama. Você não precisa das minhas coisas para se lembrar de mim, não precisa guarda-las como prova de que existi ou de que ainda existo em sua mente. Não precisa vestir as minhas blusas para me sentir perto: já estou aí... sempre abraçando você...'' 




 ''Querida Holly, eu tenho a impressão de que esta será a última carta, porque só me resta uma única coisa a te dizer: não quero que se lembre sempre de mim ao comprar um abajur, você pode se virar sem a minha ajuda. Você mexeu comigo Holly, você me ajudou tanto, me amando você fez de mim um homem e por isso eu sou eternamente grato. Se você puder me prometer alguma coisa, me prometa que toda vez que se sentir triste ou insegura ou quando você perder completamente a fé... você irá tentar olhar para si mesma com os meus olhos. Obrigado pela honra de ter você como esposa. Nada tenho que lamentar, eu tive tanta sorte. Você foi a minha vida Holly, mas eu fui apenas um capítulo da sua, haverá mais, eu prometo. Portanto aqui vai o meu grande conselho: não tenha medo de se apaixonar de novo, fique sempre atenta aquele sinal de que não haverá mais nada igual. Ahh e... P.S - Eu Sempre Vou Te Amar.''

''O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO'', DE J.D.SALINGER

Título original: The Catcher in The Rye
Ano de lançamento: 1951
Número de páginas: 207
Editora no Brasil: Editora do Autor

''O Apanhador no Campo de Centeio'' é um dos desses livros que você deverá acabar lendo ao longo da vida mais cedo ou mais tarde. Já perdi a conta de quantas vezes as pessoas me indicaram este livro. Seu nome estava sempre presente em alguma resenha literária ou mesmo ele era citados em filmes ou outros livros.

O livro narra um fim de semana na vida do problemático adolescente Holden Caulfield - que foi expulso pela terceira vez de uma escola só para meninos. Quando ele descobre que vai ser reprovado pela quarta vez e que seus pais irão busca-lo na quarta-feira, Holden decide fazer as malas e fugir da escola no meio da noite rumo a Nova York, em direção a sua casa. No meio do caminho, Holden conhece vários personagens, entre freiras, prostituas e taxistas. Apesar de sua viagem ser repleta de bebidas e solidão.

''Mas a melhor coisa do museu é que nada lá parecia mudar de posição. Ninguém se mexia. A gente podia ir lá cem mil vezes, e aquele esquimó ainda estaria lá pescando seus peixes, os pássaros ainda estariam indo para o sul, os veados matando a sede no laguinho, com suas galhadas e pernas finas tão bonitinhas, e a índia de peito de fora ainda estaria fazendo o mesmo cobertor. Ninguém seria diferente. A única coisa diferente seríamos nós.''

Holden é aquele tipo de personagem ''ame ou odeie'', muita gente não conseguiu chegar ao final deste livro devido a personalidade do protagonista. Ele passa os primeiros 23 capítulos do livro criticando todas as coisas em seu redor - a escola, seu colega de quarto, as pessoas que adoram cinema, seus professores e as pessoas que ele conhece pelo caminho. Segundo ele, são todos uns ''falsos''. Mas as justificativas para as atitudes de Holden começam a aparecer a partir do capítulo 24. Então, é preciso ler até o final. VALE MUITO A PENA!

Eu gostaria muito de poder contar a vocês o motivo do título do livro ser ''O Apanhador no Campo de Centeio'', mas aí perderia toda a graça. Só posso dizer que tem um pouco haver com a canção do Robert Burns, chamada ''Comin' Thro' the Rye''.


O ritmo do livro lembra um pouco ''As Vantagens de Ser Invisível'' e o mais recente, ''Quem é você, Alasca?'' do John Green. ''O Apanhador no Campo de Centeio'' merece ser lido ATÉ O FINAL. E acredito que toda vez que você o reler irá chegar a novas conclusões a respeito do passado do Holden.



Uma curiosidade é que em 2007 foi lançado o filme ''Capítulo 27'', que fala sobre a vida do assassino de John Lennon, que estava lendo ''O Apanhador no Campo de Centeio'' pouco antes de cometer o assassinato. Após matar o John em frente o edifício Dakota, em Nova York - Mark Chapman (o assassino interpretado pelo ÓTIMO Jared Leto no filme) senta na calçada e começa a ler o livro tranquilamente. Após ser preso, Mark disse que seu nome era Holden Caulfield, o protagonista do livro e afirmou que foi o personagem que o obrigou a matar John.

''E eu fico aqui, me perguntando se eu realmente li O Apanhador no Campo de Centeio. É uma pergunta idiota, eu sei. Está feito. Juro por Deus que está. Não me importa o que todos dizem, eu tenho essa perturbação estranha como se as frases do livro fluíssem no meu cérebro, penetrando no meu sangue, influenciando meus pensamentos, minhas ações. Minha própria alma respirando pelas páginas do Apanhador no Campo de Centeio. Fiquei lá por três dias, numa segunda. Próximo ao Natal. Na cidade de Nova York.''

- Frase dita por Mark Chapman no filme ''Capítulo 27''.